Neve na Primavera (Resenha)

Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho.

Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade.

Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve.

Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos,

Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.

Olá queridos visitantes ! O que acharam da sinopse? envolvente né ? A capa eu achei linda! Mas não foram esses, adjetivos, que me incentivaram, a ler este livro. O que me incentivou em primeiro lugar foi a autora. SARAH JIO. Sarah. escreve de forma instigante, envolvente. Do tipo que é quase impossível, largar o livro antes de terminar de ler. Ela não perde tempo com mi,mi,mi… Todos os parágrafos se tornam necessários, para o desenrolar, da história.

Essa forma de escrita é uma característica na autora. Embora este livro em questão seja um drama. A autora no romance:  “O bangaló”  (tem resenha dele aqui no blog).Usa a  mesma forma que envolver, e  que nos deixar sem folego, com a intensidade, dos acontecimentos, praticamente da primeira a última página.

Mas vamos focar, no “Neve na primavera” para recomendar com poucas palavras: Leia é sensacional! Sendo um pouco  mais extensa… O livro é intercalado.  O primeiro capitulo é sobre Vera. O segundo é sobre Claire. e assim sucessivamente. De forma que parasse que estamos lendo dois livro. Sem confusão, sem excesso, de personagens. Mas algo que têm em excesso são  mistérios, pistas, vestígios,e tristeza. Afinal é um drama.

“Não desanime. As coisas mais difíceis sempre se transformam nas mais recompensadoras”.

A jornalista Claire Aldridge. Vive um drama pessoal, depois de um acidente, ela está passando por uma crise conjugal. Por isso anda desestimulada, tanto na vida pessoal, quanto na profissional. Quando a jornalista chega, na redação do jornal. Em  um dia de primavera, que para surpresa de muitos está nevando. Claire, recebe uma ordem do chefe,para  fazer uma matéria, sobre este fenômeno, que coincidentemente, aconteceu no mesmo dia e mês muitas e muitas décadas atrás. Sem saber por onde começar, ela busca, nos arquivos do jornal, algo que há faça começar a matéria. Ela não encontra nada de interessante. Mas pesquisando com mais atenção descobriu uma nota de um jornal sobre um  menininho Daniel Ray  de 3 anos desaparecido, no dia da tempestade de neve em maio de 1933. Com a ajuda da internet ela pesquisa sobre a mãe do menino Vera Ray e encontra  vários boletins de ocorrência. De uma mãe desesperada que perdeu, seu filhinho.  Cleire e a amiga Abby, fica muito comovidas com a história. Porém um detalhe intriga as amigas de trabalho: o fato é que o jornal “O herald ” Jornal em que elas trabalham e que desde a fundação, do jornal até os dias atuais pertence a família  do marido da Claire.  não publicou nenhuma  nota sobre o caso. Do menino Daniel.

O caso inicialmente, mexeu com Claire, mas ao ir cada vez mais fundo no caso, ela descobrira, que faz parte desta história, ao ponto de lugares cotidianos, onde frequenta  e de objetos pessoais que lhe pertence são  elos importantíssimos, para chegar, ao  fim neste mistério que por muitas décadas, estava, esquecido. E sem desfecho. Duas mulheres, que viveram em épocas,diferentes, porém viveram dores, semelhantes. Claire nunca imaginaria, que também faz parte desta história. E que sua investigação, iria, tão longe. Seu empenho foi recompensado, com um final extremamente. emocionante, e inimaginável.

Por Bia Oliveira